25/03/2011

COMO VOCÊ PENSA?

Esta semana eu trabalhei em mais de uma empresa a questão dos mapas mentais e das crenças que norteiam nossas vidas...

Você já percebeu que cada vez mais está difícil de encontrarmos profissionais com a visão do todo?

Pois é! Particularmente acredito que se deve ao fato, da maneira como as pessoas pensam. Você sabia que seus comportamentos são frutos do que você pensa? Pois é! São. E ter visão do todo, requer pensar grande, pensar além da sua área, além do que você quer pra si! Pensar para um bem maior! Para uma sociedade melhor!

Percebo que nosso pensamento é estruturado em demasia no "eu" e no "meu". " aqui no marketing", " aqui no financeiro"... enfim! Como se a empresa fosse sobreviver só com o "um ou com outro". Assim, não formamos pessoas e nem líderes com visão do todo.

Pensar grande, me parece que está proibido, que falta tempo para isto! A sensação que tenho quando falo em pensarmos em abundância (no todo) as pessoas se chocam, pois se sentem proibidas de pensar nisto!

O pensamento de abundância, por sua vez, defende que sempre há meios de todos terem bons resultados e que cada um fará a sua parte para esse fim.

Segundo os ensinamentos mais antigos, precisamos, desde sempre, desenvolver a mentalidade de abundância, acreditar que é possível criar para todos, existir e ser feliz! Verdadeiros líderes caminham para esse propósito.

O verdadeiro líder consegue pensar em todos. Essa visão dos parceiros ganharem, (todos!), é a chave desse negócio de liderança. É a chave de sociedades mais evoluídas e das empresas de sucesso.

E sinceramente, enquanto formarmos pessoas sem esta visão do todo, as empresas sofrerão desta escassez profissional! E cada vez menos teremos abundância. Pessimista eu? Jamais! Ao contrário. Pratico minha missão em busca desta visão de abundância: ganho eu, ganha você! Ganhando nós, ganha a sociedade!

E você, como tem pensado?

Abração,
 
Cintia

14/03/2011

RH É DIFERENTE DE DP?

Sábado na aula que na pós graduação, surgiu novamente uma questão importante: RH é mesmo diferente de um DP?

A idéia pode ser banal, mas tenho certeza que muitos confundem DP, RH, T&D, e por aí a fora! Aliás são tantas as siglas que às vezes nem o cliente interno consegue saber a quem pedir ajuda.

A realidade das empresas está cada vez mais complexa. As novas demandas estão transformando as empresas em verdadeiras fábricas de geração de resultados. E infelizmente não se trabalha de maneira preventiva, como se deveria. Antes falávamos de departamento pessoal, hoje falamos de recursos humanos, mas na prática muitas empresas só mudaram o nome, não mudaram a atitude! E eu tenho o costume de brincar que daqui a pouco não teremos mais o nome nem de RH e sim de corpo humano de bombeiro (risos).

Brincadeiras a parte, penso que para atender as demandas dos clientes, e da movimentação global, as empresas mudaram muito sua forma de recrutar e desenvolver seus profissionais. Quer dizer, no passado, se contratava um profissional, observando sua experiência, sob o aspecto técnico, para ocupar o cargo em aberto. Isto era feito, no princípio pelo DP. Hoje, isso não deveria mais ser assim.

Na maioria das organizações a questão da competência técnica é observada, mas a questão comportamental associada a um conjunto de atitudes específicas é que vão definir o resultado final do processo seletivo. Ou seja, só ter preparo técnico, hoje em dia, não quer dizer muito. Está atrasado o profissional que recruta apenas com base em competências, pois o famoso Eugênio Mussak já comprovou a teoria da METACOMPETÊNCIA. Isto então é RH. Não fique triste se você ainda não trabalha em um RH. Veja isto como uma oportunidade de fazer do seu departamento um RH.

Mas só isto é RH? Certamente não! A verdade é que selecionar pessoas não é uma tarefa fácil, e desenvolver menos ainda. Aliás nunca foi! Sempre foi um grande desafio aos profissionais que trabalham com DP ou com RH. Daí construír-se um "guarda chuvas" maior do que apenas o tradicional DP.

E então RH é mesmo diferente de um DP? Sim é diferente, mas não melhor, isto porque apresentam importâncias diferentes. Sigulares, eu diria! Para tal, o profissional voltado às pessoas deve considerar que todos os sistemas de RH são fundamentais. E o (DP) departamento pessoal é um deles. Então RH é uma área que tem como subsistemas a área de Departamento Pessoal.

Devemos tomar alguns cuidados importantes na hora de estruturar o processo e definir as responsabilidades dos subsistemas. Do contrário correremos o risco de errar estrategicamente. Lembre-se sempre os processos de RH, é hoje considerado pelos empresários, executivos das organizações e pelos consultores de RH, como um evento empresarial estratégico e vital. Cabe a nós profissionais posicionarmo nos como tal. Executarmos um planejamento estratégico onde nossos processos conversem entre sí.

Deixemos os ciúmes de lado, e  vamos agregar valor ao negócio. Nenhuma área pode ser mais importante do que a outra. Todas são vitais ao negócio!

Boa semana

01/03/2011

CINTIA MENEGAZZO - TD: Competências femininas

CINTIA MENEGAZZO - TD: Competências femininas: "No mês das mulheres eu não poderia deixar de escrever. Estive ausente por alguns dias, mas agora volto a todo vapor. Nem posso culpar o te..."

Competências femininas



No mês das mulheres eu não poderia deixar de escrever. Estive ausente por alguns dias, mas agora volto a todo vapor. Nem posso culpar o tempo, ou a falta dele, pois quem me conhece sabe que não acredito nesta “muleta”. Não escrevi por outros motivos mesmo! Estava mergulhada em outros projetos, que me renderão textos bem bacanas. Podem esperar!

Mas no dia de hoje, quero falar sobre MULHERES. Mulheres com M maiúsculo, (risos). Essas que representam e assumem vários papéis ao mesmo tempo no mesmo dia: Mãe, esposa, amiga, executiva, colaboradora, gestora... Nossa falta até categoria, para expressar tantas competências.

Tenho percebido um aumento significativo de nós mulheres no mercado de trabalho, o que em meu começo de carreira, era bastante incomum. Lembro-me de um trecho do mestre Chiavenato, que diz que um profissional bem sucedido, é aquele que reúne três características essenciais: conhecimento, perspectiva e atitude. Estas, porém, devem andar sempre juntas para que o sucesso seja atingido. Ele nunca mencionou o sexo.

Temos sim, conhecimento, perspectivas e atitudes. Temos um cenário tecnológico, as redes sociais e a mudança global, a nosso favor. Estamos caminhando para uma assertividade maior e gradativamente estamos ganhando espaço. Se olharmos há cerca de 20 anos, onde éramos de fato privadas de ter atitudes, nunca se pensou que chegaríamos tão longe. Muitas mulheres eram privadas até de pensar! Nossas crenças eram outras e se não nossas, perpetuávamos as das nossas mães.

Percebo sim que muita coisa mudou, até mesmo para as mulheres que trabalham muito, mas não foram para ao universo empresarial. Até estas MULHERES tem se posicionado de forma diferenciada. Hoje a “antiga” dona de casa, já consegue falar: “eu trabalho” meu cargo é do lar. Não seria isto uma forma de empregabilidade?

Empregabilidade é a capacidade que um indivíduo desenvolve de acumular e manter atualizadas suas competências, rede de relacionamentos e o conhecimento de forma a ter, sempre em suas mãos, o arbítrio sobre seu projeto pessoal.

O que há tempos não era visto como profissão hoje é visto com mais respeito. As mulheres têm mais orgulho de serem do lar. Muitas até estão trabalhando de casa. Valorizam seu trabalho e exercem competências comportamentais que merecem nota 10! Aqui eu ouso perguntar quem de nós, nunca atuou nesta posição? Quem de nós, um dia ou outro, não foi do lar, mesmo que por alguns minutinhos?

Tenho certeza que agimos todos os dias como mulheres-maravilha. Veja só:

• Temos preparo técnico. Seja na empresa ou no lar!

• Temos capacidade de liderar filhos, marido, equipes. E ainda jogo de cintura para lidar com as mudanças.

• Temos habilidade política e diplomática no aspecto familiar e empresarial. Lidamos com sogras, genros, cunhados, chefes, líderes…. Nossa haja diplomacia!

• Temos habilidade de comunicação. O que antes era proibido: falar, hoje é falado sim! Podem até não gostar de ouvir, mas a gente fala, temos nos posicionado mais!

• Mostramos habilidade em Marketing – Cuidamos de nós. Ainda que no fim do dia, a gente dá aquela repaginada e seguimos adiante! Começa outra rotina….. e precisamos manter uma boa imagem

• Desenvolvemos habilidade em vendas, com as equipes parceiras, na feira, no sacolão, com a secretária, na negociação das ferias… enfim vendemos muuuuito bem!

• E temos a capacidade de utilizar dos recursos tecnológicos. Quem que não tem acesso às redes sociais?

A mulherada tem descoberto que é empregável. Que pode ter seu dinheiro e sua independência. As que estão na empresa, também tem mostrado expansão do seu espaço. Estamos descobrindo que podemos confrontar, expor nossos ponto de vista, encarar desafios, ser flexível, assumir erros com responsabilidade, sermos honestas e fiel aos nossos valores, adotarmos uma boa comunicação, sermos competentes no que fazemos e utilizarmos de nossa criatividade. Enfim podemos ser MULHER! Então termino dizendo eu quero continuar assim: Mulher; cercada por homens que me ajudam na caminhada do sucesso pessoal e profissional! E se não ajudar, ao menos não atrapalhe!

28/12/2010

Fazer o que se gosta - Stephen Kanitz

Gente faço dele as minhas palavras ainda em 2010!!!!!

A escolha de uma profissão é o primeiro calvário de todo adolescente. Muitos tios, pais e orientadores vocacionais acabam recomendando "fazer o que se gosta", um conselho confuso e equivocado.

Empresas pagam a profissionais para fazer o que a comunidade acha importante ser feito, não aquilo que os funcionários gostariam de fazer, que normalmente é jogar futebol, ler um livro ou tomar chope na praia.

Seria um mundo perfeito se as coisas que queremos fazer coincidissem exatamente com o que a sociedade acha importante ser feito. Mas, aí, quem tiraria o lixo, algo necessário, mas que ninguém quer fazer?

Muitos jovens sonham trabalhar no terceiro setor porque é o que gostariam de fazer. Toda semana recebo jovens que querem trabalhar em minha consultoria num projeto social. "Quero ajudar os outros, não quero participar desse capitalismo selvagem." Nesses casos, peço que deixem comigo os sapatos e as meias e voltem para conversar em uma semana.

É uma arrogância intelectual que se ensina nas universidades brasileiras e um insulto aos sapateiros e aos trabalhadores dizer que eles não ajudam os outros. A maioria das pessoas que ajudam os outros o faz de graça.

As coisas que realmente gosto de fazer, como jogar tênis, velejar e organizar o Prêmio Bem Eficiente, eu faço de graça. O "ócio criativo", o sonho brasileiro de receber um salário para "fazer o que se gosta", somente é alcançado por alguns professores felizardos de filosofia que podem ler o que gostam em tempo integral.

O que seria de nós se ninguém produzisse sapatos e meias, só porque alguns membros da sociedade só querem "fazer o que gostam"? Pediatras e obstetras atendem às 2 da manhã. Médicos e enfermeiras atendem aos sábados e domingos não porque gostam, mas porque isso tem de ser feito.

Empresas, hospitais, entidades beneficentes estão aí para fazer o que é preciso ser feito, aos sábados, domingos e feriados. Eu respeito muito mais os altruístas que fazem aquilo que tem de ser feito do que os egoístas que só querem "fazer o que gostam".

Então teremos de trabalhar em algo que odiamos, condenados a uma vida profissional chata e opressiva? Existe um final feliz. A saída para esse dilema é aprender a gostar do que você faz. E isso é mais fácil do que se pensa. Basta fazer seu trabalho com esmero, bem feito. Curta o prazer da excelência, o prazer estético da qualidade e da perfeição.

Aliás, isso não é um conselho simplesmente profissional, é um conselho de vida. Se algo vale a pena ser feito na vida, vale a pena ser bem feito. Viva com esse objetivo. Você poderá não ficar rico, mas será feliz. Provavelmente, nada lhe faltará, porque se paga melhor àqueles que fazem o trabalho bem feito do que àqueles que fazem o mínimo necessário.

Se quiser procurar algo, descubra suas habilidades naturais, que permitirão que realize seu trabalho com distinção e o colocarão à frente dos demais. Muitos profissionais odeiam o que fazem porque não se prepararam adequadamente, não estudaram o suficiente, não sabem fazer aquilo que gostam, e aí odeiam o que fazem mal feito.

Sempre fui um perfeccionista. Fiz muitas coisas chatas na vida, mas sempre fiz questão de fazê-las bem feitas. Sou até criticado por isso, porque demoro demais, vivo brigando com quem é incompetente, reescrevo estes artigos umas quarenta vezes para o desespero de meus editores, sou superexigente comigo e com os outros.

Hoje, percebo que foi esse perfeccionismo que me permitiu sobreviver à chatice da vida, que me fez gostar das coisas chatas que tenho de fazer.

Se você não gosta de seu trabalho, tente fazê-lo bem feito. Seja o melhor em sua área, destaque-se pela precisão. Você será aplaudido, valorizado, procurado, e outras portas se abrirão. Começará a ser até criativo, inventando coisa nova, e isso é um raro prazer.

Faça seu trabalho mal feito e você odiará o que faz, odiando a sua empresa, seu patrão, seus colegas, seu país e a si mesmo. (grifo meu!)

Stephen Kanitz é administrador por Harvard  - Editora Abril, Revista Veja, edição 1881, ano 37, nº 47, 24 de novembro de 2004, página 22