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31/12/2011

MUDANÇAS EM 2012!



No dia de hoje, muitas pessoas param, ainda que seja por minutos, para pensar na sua retrospectiva.... E normalmente se dão conta da rapidez das mudanças que viveram!

Muitas se dão conta de que não se atualizam, estacionaram no tempo e se esqueceram de fugir do óbvio. E aí começam os pedidos, no ultimo dia do ano, para que o próximo ano seja melhor....

Eu de verdade, não entendo...Mas respeito! O que adiantam sonhos sem ação?

Nunca na história tivemos uma velocidade tão grande para as mudanças. Cada ano que passa, tende a passar mais rápido.... É preciso ter cautela e autoconhecimento para não cair em armadilhas. Devemos evitar o envelhecimento de nossa cabeça, de nossa carreira, de nossas vidas.

É necessário e fundamental prestar atenção e dar valor às pessoas ao nosso redor, especialmente aquelas que têm pontos de vista diferentes sobre os assuntos. Quem discorda nos faz crescer, se for uma disputa honesta. Quem apenas concorda, não nos ajuda a evoluir. O exercício é imenso...mas é o que temos para hoje, como costumo dizer!

E sinceraente isto você pode fazer por você! Abra-se ao novo!

Viver e Trabalhar apressadamente é sinal de desatenção e descuido. É preciso ter maturidade, aprendizado e competência para atuar de forma veloz..., mas sem deixar de lado nossos valores e principalmente as pessoas que fazem parte da nossa vida.

Nós para seguirmos em direção ao futuro, 2012, 2013..., devemos ser capazes de nos anteciparmos às mudanças, ao contrário de apenas aguardá-las. Preparar-se! Focar em nosso autoconhecimento, progredir enquanto pessoa e não só enquanto meta e resultado!

É preciso manter um estado de atenção, e não de tensão. Ter atenção faz com que não sejamos ultrapassados, ter tensão ao contrário... afasta as boas ideias de nós!

Quanto às empresas clientes e parceiras, meu conselho é que incentivem os funcionários a buscar mais educação e conhecimentos nos próximos anos. Além disso, devem estabelecer desafios às equipes e fazer com que as pessoas sintam-se úteis, cada qual com o seu melhor.

Precisamos TODOS ter critérios de escolha mais claros... e saber claramente aonde queremos chegar.

Você já se perguntou isto?

Pense com ousadia.... as pessoas velhas acreditam que não precisam aprender. O idoso ao contrário, tem idade, mas continua em processo de aprendizado, tem valor e propósitos claros.

Preocupemo-nos com o futuro, preparando se para ele, mas sem desvalorizar o passado...afinal é daí que veem nosso autoconhecimento e aprendizado!

Que venha 2012! Felicidade, Paz, Realizações, Trabalho e muita Prosperidade!!!

Cintia Menegazzo

07/11/2010

Burn out é uma Tendência?

Li o artigo "Burn out" ataca desiludidos com o próprio trabalho", e automaticamente parei pra ler. Quero dividir contigo, perguntando se isto é, ou nao uma Tendência.

Na medida que leem, percebam o quanto o clima e os valores de determinadas empresas, podem desencadear este transtorno psiquico nos colaboradores.


Segundo estudiosos, o perfeccionismo é fator de risco para esta doença insidiosa, que ataca a motivação de gente que rala, sem distinção de cargos hierárquicos. O "burn out", termo que em inglês designa a combustão completa, está incluído no rol dos transtornos mentais relacionados ao trabalho. Foi a terceira maior causa de afastamento de profissionais em 2009, segundo dados da Previdência Social.

Segundo a reportagem a síndrome é bem mais que "mero" estado de estresse, é um transtorno psíquico que mescla esgotamento e desilusão (grifo meu. Pode ser desencadeado por uma exposição contínua a situações estressantes no trabalho, explica a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente no Brasil da Isma (International Stress Management Association), entidade que pesquisa o "burn out".

O professor Cláudio Rodrigues, afastado por causa da doença, disse sentir que o seu trabalho "não vale a pena". A doença é gerada pela percepção de que o esforço colocado no trabalho é superior à recompensa. A pessoa se sente injustiçada e vai se alienando, apresentando sintomas como depressão, fobias e dores musculares."

Isto acontece em sua empresa, com alguns amigos? Pois é...em minhas aulas, recorre este tema, bem como em treinamentos que vivenciamos. É a doença dos idealistas, diz Marilda Lipp, do Centro Psicológico de Controle do Stress e professora de psicologia da PUC-Campinas. Quantos colegas, não são idealistas hein?

"O 'burn out' é um desalento profundo, ataca pessoas dedicadas demais ao trabalho, que descobrem que nada daquilo pelo que se dedicaram valeu a pena." O estresse, tem um componente biológico forte, ligado a situações em que o corpo tem de responder ao perigo. Já o "burn out" é um estado emocional em que a pessoa não sente mais vontade de produzir.

"Tem a ver com o valor depositado no trabalho", diz Lipp. "Quem apresenta exaustão emocional, não se envolve mais com o que faz e reduz as ambições pode estar sofrendo do transtorno." O diagnóstico não é fácil: a apatia gerada pelo "burn out" pode sugerir depressão ou síndrome do pânico. Médicos, professores e policiais são grupos de risco, diz Duílio de Camargo, psiquiatra do trabalho ligado ao Hospital das Clínicas.

Esta doença esta mais comum do que pensamos! Segundo a reportagem, o professor Cláudio Rodrigues, 43, entrou em combustão total por duas vezes. Começou como um estresse, que foi se acumulando ao longo de dez anos. Ele lecionava 13 horas por dia numa escola da zona sul de São Paulo. E se frustrava com salas lotadas e alunos desinteressados, conta. "Via um aluno meu entregando pizza junto com alguém que nunca tinha estudado. Eu me sentia impotente como professor". Deprimido, se manteve afastado das salas por dois anos. Em 2004, depois de receber acompanhamento psiquiátrico e tomar medicação, voltou. Em maio deste ano, recaiu. "Nada tinha mudado na escola, estrutura péssima. Eu me sentia responsável por estar levando todos os alunos a um caminho sem futuro."

No meio de uma aula, o professor começou a suar e sentir o corpo ficar mole. Saiu e desmaiou na escada. Na semana seguinte, enquanto caminhava para o trabalho, desmaiou de novo. Está afastado desde então. Sinto uma insatisfação por ver que o meu trabalho não vale a pena", desabafa.

Casos como esses são tratados com psicoterapia e antidepressivos mas, segundo Marilda Lipp, a medicação só combate os sintomas. "A pessoa precisa reavaliar o papel do trabalho em sua vida, aprender a dizer não quando não tem condições de executar algo e reconhecer o próprio valor, mesmo que outros não o façam."

Um outro depoimento que recortei da reportagem foi da empresária Amália Sina, 45:"Eu era infeliz e não sabia". Hoje ela é a dona do negócio, mas há quatro anos, era a vice-presidente, na América Latina, de uma multinacional e responsável pelas atividades da empresa em 22 países. "Dava aquela impressão de que o mundo girava em torno do trabalho, sempre com a faca na garganta", diz. Para a empresária, o apoio que teve da família e a prática de exercícios a ajudaram a suportar as pressões. Até ela deixar a função executiva. A empresária adotou a estratégia correta para prevenir um "burn out", segundo o psiquiatra Duílio de Camargo. "A pessoa chega a esse estado sem saber o que tem. Se não tiver acolhimento da família, o desconforto aumenta."

Na visão de Eugenio Mussak, fisiologista e professor de gestão de pessoas, as providências para prevenir essa patologia do trabalho devem partir tanto do sujeito quanto da empresa. (grifo meu)segundo ele, todo mundo que trabalha bastante deve se permitir algumas atividades diárias cuja única finalidade seja o prazer, para compensar o clima estressante. E se o ambiente de trabalho puder criar um "estado de férias", melhor ainda. "Chefes compreensivos, que valorizam o esforço e respeitam os limites de seus subordinados criam um ambiente menos favorável ao "burn out'", diz o professor. "É preciso respeitar o limite entre o que é profissional e o que é pessoal, e a empresa deve estimular o trabalhador a respeitar esses limites também."

E você o que tem feito para evitar esta tendência em si e na empresa que trabalha?

Boa semana, Cintia


26/10/2010

Crônica - Os jovens Y

Excelente crônica por Ivan Angelo. Obrigada por compartilhar!

O rapaz chegou para a entrevista. O executivo de vendas on-line da grande empresa levantou-se para apertar sua mão, com aquela simpatia que os executivos de grandes companhias exibem quando querem transmitir acolhimento e calor humano. Aproveitou para dar uma geral no rapaz.

Arrumado, mas nada formal, de sapato novo, jeans, camisa de manga comprida enrolada até a metade do antebraço. O detalhe que o incomodou um pouco foi um brinquinho prateado de argola mínima na orelha esquerda. “Nisso dá-se um jeito depois, se valer a pena”, pensou o executivo.

Ele sabia que não estava fácil atrair novos talentos e reter os melhores. Empresas aparelhavam-se para o crescimento projetado do país, contratavam jovens promissores, mesmo os muito jovens, como era o caso do rapaz à sua frente, 21 anos. Elas precisavam estar preparadas para os próximos dez anos de concorrência.

Havia mais de duas horas que o rapaz estava em avaliação na empresa. Passara pela entrevista inicial com o chefe do setor, resolvera os probleminhas técnicos de internet e programação visual que lhe apresentaram, com rapidez e certa superioridade irônica, lera os princípios, valores e perfil da empresa, apresentados numa pasta de folhas de papel-cuchê embutidas em plástico. Alguns itens, como “comprometimento”, foram apresentados como pré-requisitos. Afinal o encaminharam para o diretor da área de e-comerce, vendas pela internet. O executivo tinha em mãos a avaliação do candidato: excelente.

Descreveu o trabalho de que a empresa necessitava: desenvolvimento de um site interativo no qual o cliente internauta pudesse fazer simulações de medidas, cores, ajustes, acessórios, preços, formas de pagamento e programação de entrega de cerca de 200 produtos. Durante sua fala, o rapaz mexeu as pernas, levantou um pé, depois o outro, incomodado. O executivo perguntou se ele se sentia apto.

— Dá para fazer — respondeu o rapaz, movendo a perna, como se buscasse alívio.
— Posso te ajudar em alguma coisa?
— Vou te falar a verdade. Eu comprei este sapato para vir aqui e ele está me apertando. Eu só uso tênis.
O executivo sorriu e pensou: “Esses meninos...”.

— Quem falou para eu vir fazer esta entrevista, e vir de sapato, foi minha namorada. Porque eu não vinha. Ela falou para eu comprar sapato, e o sapato está me apertando aqui, me atrapalhando.
Nos últimos anos, o executivo vinha percebendo que os desafios pessoais para a novíssima geração eram diferentes, e que havia limites para o que eles estavam dispostos a ceder antes de se comprometer com um trabalho formal.
— Não tem problema. Pode vir de tênis. O emprego é seu.
— Não, obrigado. Eu não quero emprego.
O executivo parou estupefato. O menino continuou:

— Todo mundo foi muito gentil, mas não vai dar. Esta camisa é do meu pai, eu tenho tatuagem, trabalho ouvindo música.
— Então por que se candidatou, se não queria trabalhar?
— Desculpe, eu não falei que não queria trabalhar.

Novo espanto do executivo. Sentia nas falas dele e do rapaz uma dissintonia curiosa. Como ficou calado, esperando, o rapaz prosseguiu:
— É muito arrumado aqui. E eu não quero ficar ouvindo falar de identidade corporativa, marco regulatório, desenvolvimento organizacional, demanda de mercado, sinergia, estratégia, parâmetros, metas, foco, valores... Desculpe, eu não sabia que era assim. Achava que era só fazer o trabalho direito e ver funcionar legal.
O executivo ficou olhando a figura, contando até dez, olhos fixados naquele brinco. O garoto queria ter a liberdade dele, a camiseta colorida dele, o tênis furado dele, ouvir a música dele nos fones de ouvido, talvez trabalhar de madrugada e dormir de manhã. Não queria aquele mundo em que ele mesmo estava metido havia vinte anos. Conferiu de novo as qualificações do rapaz, aquele “excelente”. Ousou:
— Trabalhar em casa você aceita?
— Aceito.
Queria o trabalho, não o emprego. Acertaram os detalhes. Assim caminha a humanidade.